Bailes no Coral Concórdia


Antigamente o Coral Concórdia ainda mantinha seu nome original em alemão: “Deutscher Saengerbund Eintracht”. Os bailes eram semanais e ainda não existia iluminação elétrica. Nessas ocasiões, os rapazes levavam consigo, lanternas que eram bem rústicas ou seja; o corpo era de vidro com uma alça para segurar e no interior havia uma espécie de castiçal para colocar uma vela. Aconteceu que dois jovens cavalheiros estavam apaixonados pela mesma dama. Certo dia, um dos rapazes percebeu que a referida dama estava correspondendo às investidas de seu rival e resolveu então, agir o mais rápido possível. Às escondidas, dirigiu-se ao hall do clube onde os cavalheiros deixavam seus pertences durante o baile, retirou a vela do interior da lanterna do seu rival, substituindo-a por um sabugo de milho e voltou ao salão de olho em sua amada. No final do baile, como ele previa, seu rival resolveu levar a referida senhorita em casa, pretendendo iluminar o caminho com sua lanterna. Mas, ao tentar acendê-la, percebeu a sabotagem. O amigo espertalhão que a tudo assistia, resolveu aparecer como se nada soubesse com sua lanterna poderosa e salvadora acesa na mão, oferecendo-se para acompanha-la até sua casa. Essa pequena peraltice, deu-lhe a oportunidade de fazer sua declaração de amor..... Meses depois noivaram, casaram e tiveram muitos filhos, tornando-se uma das famílias mais numerosas de Petrópolis.
História coletada por Anne Grotz, narrada por Ildefonso Troyack