Jogo virtual agride a vida animal.Ingleses tiram o sossego das focas para caçar Pokemón virtual.

Para caçar “foca Pokémon”, britânicos assustam focas reais.
A Alemanha e a música-Minutos de sustentabilidade-Dia 14 de agosto de 2016-Marcos Carneiro.
Pois é amigos e amigas ouvintes do Minutos de Sustentabilidade, sei que muitos vão dizer que por eu já ter passado dos sessenta e ser legalmente um idoso, com direitos a todas aquelas esmolas que o governo nos dá como passagens gratuitas, filas especiais, vagas de estacionamento especiais, direito a alguns remédios gratuitos ou mais baratos, todo aquilo que gostaríamos de poder pagar como qualquer cidadão se nos pagassem aposentadorias dignas, sou um reacionário às modernidades e crítico dos comportamentos do tipo “manada”, ou seja, a mídia divulgou como novidade e lá vai a “manada” toda a seguir o ditame midiático, mas o caso aqui não é esse e vocês vão ter que concordar comigo.
Recentemente foi lançado um alienante e viciante jogo para celulares cujo objetivo é caçar Pokemóns virtuais e para isso a pessoa tem que ir aos locais onde o jogo indica a sua existência, tudo guiado por coordenadas dadas via satélite. Pois essa alienante brincadeira está trazendo uma série de problemas para seus alienados praticantes. Muitas mortes por atropelamento, afogamento, acidentes de trânsito e outros tipos de acidentes, muitos fatais, tem sido divulgados diariamente pela imprensa mundial e local, mas os danos não se limitam às pessoas, ditas racionais. Eles agora estão se estendendo ao meio ambiente, afetando a vida animal, que nada entende e se importa com essas loucuras humanas. Vejam o que está acontecendo na cidade de Whitley Bay, na Inglaterra, conforme registrou a AMBIENTEBRASIL.
Centenas de caçadores britânicos de Pokémon estão assustando focas de verdade enquanto caçavam “seals” (da palavra “seal”, foca em inglês) na cidade de Whitley Bay, já que o local é uma “Pokestop”, ou seja, um ponto marcado no mapa onde o jogador encontra itens para continuar na partida.
Incomodados com a quantidade de visitantes, os animais se atiram no mar para fugir do tumulto, de acordo com a Prefeitura de North Tyneside, que pediu aos criadores do aplicativo Pokémon Go que retirem a “Pokestop” da ilha.
Alguns jogadores se queixaram nas redes sociais da suspensão do ponto, mas um porta-voz do governo local respondeu que biólogos que trabalham na ilha estão preocupados com a sobrevivência dos mamíferos. Os especialistas garantem que tanta gente por lá atraída por esta atividade pode estar influindo no comportamento das focas que habitam a região.
“Reconhecemos que o fenômeno do Pokémon Go diverte muitas pessoas e aumenta o número o fluxo em certas localidades, mas a ilha de St. Mary é uma área de beleza natural com uma fauna significativa. Nossa prioridade deve ser sempre a segurança e o bem-estar das focas na ilha e, portanto, acreditamos que outros lugares seriam mais adequados para estabelecer ‘Pokestops’”, declarou o porta-voz da prefeitura.
Conclusão, ouvintes: esse alienante jogo não é ambientalmente sustentável, pois não seleciona os locais onde instalar seus Pokemóns virtuais caçáveis. A continuar assim eles são capazes de instalá-los em reservas biológicas, parques florestais e habitats naturais de animais e espécies vegetais que estão sob preservação ambiental.
Espero que os criadores do jogo, alertados por esse primeiro impacto registrado, tomem o cuidado ao escolher os locais de instalação de seus bonecos virtuais. Se não o fizerem por consciência ambiental, que o façam de olho em maiores lucros, pois podem fazer um marketing do produto dizendo que ele tem selo ambiental e que está preocupado com a preservação das espécies animal e vegetal ao não instalar Pokémon em áreas de preservação ambiental.
Fonte da notícia comentada: Ambientebrasil.